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Mineiros já pagaram R$ 146 bilhões em impostos este ano

Por: FCDL MINAS GERAIS 2 de julho de 2025
Mineiros já pagaram R$ 146 bilhões em impostos este ano

Até o final desta semana os mineiros terão pago R$ 146 bilhões em impostos, taxas e contribuições ao País. O volume representa 7% da arrecadação nacional que chegará a R$ 2 trilhões também esta semana. Os dados são do Impostômetro da Associação Comercial de São Paulo (ACSP) que simula em tempo real o volume arrecadado pela União.

Os números avançaram mais cedo este ano. Em 2024, apenas no dia 18 de julho os mineiros atingiram o montante de R$ 146 bilhões em impostos pagos e só no dia 21 de julho os brasileiros superaram os R$ 2 trilhões. Até o dia 1º de julho do ano passado os mineiros tinham pago R$ 133,82 bilhões, volume 8,3% menor que a arrecadação atual.

A princípio a arrecadação maior em menos tempo poderia significar um reflexo do aquecimento da economia do País, porém, com a inflação acumulada em torno de 6% nos últimos 12 meses em Minas Gerais e 9% no Brasil, a economia demonstra uma certa estabilidade, apesar de ainda aquecida.

Para a responsável pelo setor jurídico da Palegio Consultoria Tributária, Letícia Carolino, a arrecadação mais rápida é reflexo da inflação, mas também do perfil do atual governo federal, que, na visão dela, tem um viés arrecadatório. “Ele tem feito de tudo para custear seus débitos. Tiveram as legislações referentes ao IOF, que não passou até o momento, mas entrou em grande discussão. Tem a possibilidade do aumento do imposto de renda para as empresas, principalmente, a questão dos dividendos de sociedades, que atualmente não é tributado”, diz.

 

Reforçando esta hipótese, o professor de economia da Una, Rodrigo de Felippe Rabello, lembra que este ano, a Receita Federal contou com 4 milhões de brasileiros a mais declarando imposto de renda. “Passamos de 52 milhões para 56 milhões de contribuintes. Isso mostra um esforço do governo federal em aumentar a arrecadação”, avalia.

A advogada tributarista e professora na Puc Minas, Polyany Cunha, lembra que desde 2023, quando assumiu o poder, o atual governo criou ou aumentou 24 impostos. “É um aumento a cada 37 dias”, calcula.

 

Entretanto, mesmo com esse perfil, o governo federal não está conseguindo ajustar as contas e o déficit já é observado. No mesmo período, os gastos públicos já estão maiores que o volume arrecadado no Brasil.

De acordo com a plataforma Gasto Brasil, também desenvolvida pela ACSP (em parceria com a Confederação das Associações Comerciais e Empresariais do Brasil), o governo federal deverá bater esta semana R$ 2,6 trilhões em gastos públicos. Ou seja, os gastos públicos já superaram em cerca de R$ 600 bilhões a arrecadação. Já em Minas, o governo opera no superávit. Conforme a plataforma, enquanto gastou R$ 57,8 bilhões, a arrecadação está em R$ 146 bilhões.

“Minas é um grande contribuinte do governo federal. É um dos estados que mais contribui. Mas, estamos percebendo um aumento de gastos em quase todos as unidades da federação. Já estamos em déficit e o que a gente percebe é que o governo não está atuando na direção de redução de gastos, mas sim no aumento de receitas”, avalia Rabello.

Na avaliação do professor, este cenário é muito perigoso e pode, em um curto prazo, gerar um problema. “Temos uma base onerosa muito alta que é a Selic a 15%. Então, qualquer gasto, qualquer dívida, vai ser onerosa e vai ser cobrada em 15%. Isso traz uma inflação e um aumento de gastos sem trazer efetivamente crescimento econômico”, avalia.

Belo Horizonte é a cidade de Minas que mais arrecadou impostos este ano no Estado

De acordo com o Impostômetro da Associação Comercial de São Paulo (ACSP), a capital mineira, Belo Horizonte, é a cidade que mais pagou tributos no primeiro semestre em Minas Gerais. De janeiro a junho, foram R$ 3,2 bilhões. Confira quanto arrecadaram aproximadamente outras cidades do Estado no período:

  • Uberlândia – R$ 451 milhões
  • Juiz de Fora – R$ 414 milhões
  • Contagem – R$ 395 milhões
  • Betim – R$ 209 milhões
  • Uberaba – R$ 199 milhões
  • Nova Lima – R$ 180 milhões
  • Governador Valadares – R$ 141 milhões
  • Montes Claros – R$ 140 milhões
  • Pouso Alegre – R$ 77 milhões
  • Teófilo Ottoni – R$ 26 milhões
  • Extrema – R$ 19 milhões

Com informações do Diário do Comércio

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